
Sou filho de mãe professora e um dentre 9 irmãos. Não se importem com a matemática, são só detalhes. Nasci em Campinas, interior de São Paulo, e aos 17 me mudei para o Rio de Janeiro, baixada fluminense. Estudei Comunicação depois de passar por Letras e me formei jornalista e depois pós-graduado em Cinema e Linguagem Audiovisual. Confesso que por grande parte do tempo a sala de aula foi um sonho e ainda hoje é nela onde está um de meus portos seguros. Outro é a música; e também a natureza onde habita toda e qualquer bruxaria.
Quando eu tinha por volta de 12, encontrei uma caixa de livros e descobri ali a bruxaria e foi o começo da minha fé. Essa é grandessíssima parte de quem eu sou. Tenho duas tatuagens nos peitos de meus pés que definem meus passos; à esquerda, no passo da rebeldia, a foice e o martelo me lembram do meu compromisso com o todo e o humanismo radical; à direita, em meus primeiros passos, a tatuagem de triluna me lembra de que o primeiro passo é sempre em magia.
A música atravessa tudo isso. Desde sempre ou desde antes.
Depois da universidade, na capital, mergulhei nos meus mundos: lancei um livro de bruxaria & poesia; palestrei nos principais eventos de paganismo do país; tive um podcast e também lancei um documentário. Passei pelo universo drag, entrei na maior emissora de televisão do país e agora chego no momento de dividir com vocês o meu eu mais antigo: as músicas que um dia duvidei se seriam ouvidas por alguém.
A minha caminhada é assim atravessada: com tudo ao mesmo tempo e também o nada. Projetos que caminham em paralelo ao mesmo passo em que parecem até não conversar. Pra você que chegou até aqui, te conto um spoiler. Quando eu tiver meu primeiro disco, se chamará Carta do Caminho, porque essa, do Lenormand, me lembra de que posso ir pra frente ou para trás, direita ou esquerda, e nada disso está errado ou em atraso. O certo ou tempo certo é tudo uma ilusão.
E assim eu chego em 2026: uma bruxa urbana, um escritor & jornalista, um analista do @GNT, um morador da zona norte do Rio de Janeiro e um cantor prestes a lançar o seu primeiro EP experimental. Já disse que eu leio cartas também?
Com carinho,
Mateus Cabot








